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Uso inadequado de EPIs pode aumentar acidentes no trabalho em altura.

Quando penso nos principais fatores por trás dos acidentes em trabalhos realizados acima de dois metros do nível do solo, sempre me deparo com uma realidade bastante dura: o uso inadequado de Equipamentos de Proteção Individual (EPIs) aumenta muito o risco de acidentes no trabalho em altura. Ao longo de minha trajetória acompanhando equipes de profissionais e analisando normas como a NR-35, não foram poucas as vezes em que vi acidentes graves perfeitamente evitáveis se medidas simples tivessem sido seguidas.

Hoje, a MA Consultoria e Treinamentos se compromete a espalhar não só conhecimento técnico, mas também cultura de segurança para empresas e trabalhadores de vários setores. E nesse artigo, quero compartilhar uma visão completa e atual sobre o que ocorre quando EPIs são usados de forma inadequada, os riscos, os principais erros, os impactos e, claro, os caminhos para garantir o verdadeiro valor da prevenção.

Retrato recente dos acidentes em trabalho em altura no Brasil

O cenário nacional recente mostra que os perigos persistem, mesmo com legislação detalhada. Segundo dados recentes divulgados pelo Ministério do Trabalho e Emprego, em 2025, 62,35% dos trabalhadores acidentados ficaram afastados por até 15 dias, enquanto 12,03% precisaram se afastar por mais de 15 dias.

Quase um terço das mortes por acidentes típicos aconteceu com trabalhadores de até 34 anos.

Esses jovens representam 33,63% do total, consolidando o grande impacto dos acidentes justamente na população economicamente mais ativa. Em trabalhos em altura, essa estatística se potencializa quando pensamos em construção civil, manutenção e serviços industriais, onde trabalhar acima do solo é rotina.

Mais assustador ainda, como ficou claro em uma investigação sobre um acidente fatal, a insuficiência nos controles de segurança e falhas na gestão dos EPIs foram determinantes para a tragédia. O trabalhador, mesmo utilizando parte dos equipamentos, ficou pendurado durante quinze minutos ao ceder o teto em que realizava manutenção, caindo após o cinto se desprender. Mais uma evidência real de que não basta usar EPI: é preciso usar certo, com equipamentos ajustados, bem conservados e conforme a legislação.

O que a NR-35 exige para proteção em altura?

No ambiente da segurança do trabalho, a NR-35 atua como grande referência. Sempre que participo de treinamentos ou debates, vejo que muitas dúvidas ainda existem sobre quais EPIs são exigidos e como devem ser usados. Conforme a norma, toda atividade executada acima de dois metros, na qual haja risco de queda, obriga o trabalhador a estar protegido por um conjunto específico de EPIs:

  • Cinturão de segurança tipo paraquedista com talabarte duplo ou simples, dependendo da movimentação e pontos de ancoragem;
  • Trava-quedas (deslizante ou retrátil) vinculado a sistemas de ancoragem certificados;
  • Capacete com jugular (fitas para fixação sob o queixo);
  • Luvas de proteção adequadas às tarefas;
  • Calçados de segurança antiderrapantes e fechados;
  • Óculos, protetor auricular e outros itens específicos conforme avaliação de risco.

Além desses equipamentos, é obrigatório que o trabalhador passe por treinamento teórico e prático, com carga horária e conteúdos definidos pela legislação. Fica claro, portanto, que a responsabilidade pela segurança vai muito além de simplesmente fornecer o EPI, pressupõe controle, ajuste ao trabalhador, conservação, checagem e, principalmente, orientação efetiva.

Principais falhas observadas no uso de EPIs em altura

Ao longo dos anos e de incontáveis visitas técnicas, percebi que alguns erros são recorrentes. Eles se repetem independente do porte da empresa ou do ramo de atuação. Dentre as falhas mais vistas no uso de equipamentos, destaco as seguintes:

  • Falta de ajuste adequado do cinturão: usar o cinto de segurança folgado impede sua ação em caso de queda.
  • Conexão do talabarte em ponto errado, sem ancoragem certificada.
  • Utilização de EPIs vencidos, desgastados ou com avarias (cabos esfiapados, ferragens enferrujadas, rompimentos).
  • Ausência do trava-quedas quando necessário.
  • Esquecimento ou uso incorreto da jugular no capacete, o equipamento pode ser projetado da cabeça durante a queda.
  • Troca de equipamentos entre colaboradores sem ajuste para medidas corporais.
  • Luvas e calçados inadequados para o tipo de superfície ou material manipulado.
  • Priorizar conforto ou agilidade em vez de segurança.
    Trabalhador em altura usando EPIs de forma incorreta em estrutura metálica

Essas falhas, normalmente, não surgem só por ignorância total dos procedimentos. Muitas vezes, são frutos de rotinas aceleradas, falta de acompanhamento dos supervisores, ausência de rechecagem dos equipamentos antes do uso e, claro, cultura de "isso nunca vai acontecer comigo". Mas, como mostrei, a realidade é bem diferente.

Riscos mais frequentes: quedas, choques e lesões graves

O uso errado dos Equipamentos de Proteção Individual pode resultar em acidentes de diferentes naturezas, sendo os mais comuns:

  • Quedas livres de grandes alturas, muitas vezes fatais;
  • Quedas controladas, mas com impactos suficientes para causar fraturas e traumas sérios;
  • Choques elétricos durante manutenções e instalações próximas à rede;
  • Cortes, perfurações e esmagamentos causados por objetos ou ferramentas em queda;
  • Contaminações por substâncias tóxicas quando o EPI não está adequado para produtos manipulados.
Bastam segundos de negligência para mudar toda uma história de vida.

Um caso que nunca saiu da minha memória foi o de um eletricista que, durante manutenção em fachada, utilizou um cinturão com fissuras já conhecidas. A pressa para concluir o serviço falou mais alto: um rompimento durante o uso resultou em queda, afastamento prolongado e lesões irreversíveis.

Segundo a base de dados do Ministério do Trabalho e Emprego, acidentes em altura não são exceção. O levantamento mostra que falhas em EPIs seguem como causa frequente de afastamentos e óbitos. Em boa parte dos casos, os laudos apontam não só ausência do equipamento, mas uso inadequado, ajuste incorreto e falta de treinamento prático.

Exemplos reais: o que dizem as investigações?

Sei que nada impacta mais que a realidade. Por isso, destaco um caso recente investigado pelo MTE: um trabalhador executava manutenção na cobertura de vidro de um edifício e, ao ceder a estrutura, ficou dependurado por quinze minutos no cinto de segurança. A falta de fixação correta e ausência de inspeção obrigatória determinaram o fatídico desfecho.Como destaca a investigação oficial, falhas organizacionais e falta de análise de risco colocaram em xeque todo o protocolo.

Em 2023, outra ocorrência chamou atenção: quatro trabalhadores caíram simultaneamente de uma plataforma, pois os talabartes não estavam presos a pontos adequados de ancoragem. Os equipamentos eram certificados, estavam dentro do prazo de validade, mas o erro humano fez toda a diferença. Ninguém ficou sem sequelas.

Impactos do uso errado de EPIs: físicos, jurídicos e econômicos

A consequência mais grave sempre será a física, e é impossível ignorar a dor de trabalhadores e famílias. Entretanto, uso incorreto de EPI em altura pode gerar:

  • Lesões incapacitantes, traumas cranianos, fraturas múltiplas e sequelas permanentes.
  • Danificação a longo prazo à saúde mental do trabalhador.
  • Perdas humanas: casos fatais e, nos não fatais, impactos irreversíveis.
  • Custos elevados para empresas com indenizações, processos trabalhistas e afastamentos.
  • Processos legais, multas administrativas e possível bloqueio de atividades.
  • Imagem institucional abalada perante clientes e parceiros.
Usar o EPI certo, da forma certa, é cuidado consigo e responsabilidade com a vida dos outros.

Empresas perdem muito mais do que dinheiro quando não cuidam de seus trabalhadores. Perdem confiança, reputação e, às vezes, contratos. E mesmo para o profissional autônomo, o afastamento representa prejuízo financeiro direto e chance de perder espaço no mercado.

O papel do treinamento prático na redução de acidentes

Minha experiência mostra que, mesmo em ambientes onde o EPI é distribuído corretamente, treinamentos teóricos não bastam para garantir proteção em altura. A prática supervisionada e orientada, como manda a NR-35, reduz drasticamente o risco de acidentes. Em turmas da MA Consultoria e Treinamentos, sempre vejo trabalhadores subestimando detalhes essenciais durante simulações, momentos que, fora do treinamento, seriam cruciais para a sobrevivência.

  • Testar sistemas de retenção de quedas em situações controladas;
  • Praticar ajuste fino do cinturão em si e no colega (checagem cruzada);
  • Avaliar na prática os limites da ancoragem e dinâmica dos cabos;
  • Reforçar o uso correto da jugular do capacete;
  • Treinar procedimentos de emergência, como auto resgate e resgate assistido;
  • Debater exemplos de acidentes reais para gerar reflexão e engajamento.

Esses treinamentos, aliás, vão além da obrigatoriedade. Eles fomentam o que costumo chamar de "cultura de segurança", algo abordado em detalhes na própria página sobre NR-35 da MA Consultoria, essencial para profissionais que buscam se destacar no mercado.

trabalho em altura

Gestão eficiente dos EPIs: controle, manutenção, personalização e fiscalização

Não basta comprar equipamentos certificados. O verdadeiro diferencial está na gestão dos EPIs, e isso faz toda a diferença na prevenção de acidentes. Ao longo do tempo, percebi que empresas que monitoram rigorosamente o ciclo de vida dos equipamentos, promovem treinamentos frequentes e fiscalizam o uso no dia a dia conseguem índices bem inferiores de incidentes.

Gestão eficiente de EPIs significa adotar práticas de controle, manutenção, personalização e fiscalização constantes e rigorosas.

Veja como costumo dividir essa responsabilidade nas organizações que buscam excelência em segurança:

  • Controle: Registrar data de compra, prazo de validade, inspeções e responsável de cada EPI.
  • Manutenção: Prever rotina de limpeza, revisões e substituição imediata em caso de danos.
  • Personalização: Garantir que cada trabalhador receba EPIs ajustados a seu biotipo (cinto, capacete, talabarte); nada de trocar só porque "serve" momentaneamente.
  • Fiscalização: Treinar lideranças para inspecionar o uso correto diariamente e criar protocolo de checagem cruzada.

O Boletim Boas Práticas em Negociações do Ministério do Trabalho e Emprego ressaltou que, em 2023, 37% das negociações coletivas já previam cláusulas específicas sobre o tema, muitas com ações conjuntas entre empresas e sindicatos para conscientizar trabalhadores. Isso mostra que a base da redução de acidentes é integrar cultura, gestão e responsabilidade coletiva.

Principais erros de gestão de EPIs

Se você, seja gestor ou trabalhador, quer aprimorar processos, recomendo a leitura do artigo 10 erros comuns no uso de EPI em trabalho em altura, que detalha situações frequentes, como:

  • EPI sem certificação atualizada;
  • Ausência de check-list antes do uso;
  • EPIs usados por diferentes pessoas sem higienização e ajuste;
  • Falha no controle de reposição;
  • Treinamento apenas "no papel", sem prática efetiva;
  • Fiscalização permissiva ou ausente.

No fim das contas, pequenos descuidos abrem portas para tragédias. Gestão eficaz é inegociável.

Boas práticas para criar uma cultura de segurança sólida

Confesso que, no início da carreira, também tratei EPIs como algo secundário, até presenciar acidentes de perto. Só então vi que trabalho em altura jamais admite improviso. Por isso, enumero boas práticas que costumo compartilhar em treinamentos:

  • Estabelecer rotinas de inspeção diária dos equipamentos antes do início das atividades;
  • Realizar treinamentos atualizados, valorizando adaptações práticas conforme cada cenário;
  • Fomentar checagens cruzadas entre os próprios trabalhadores ("um salva o outro");
  • Criar canais de denúncia anônima para situações de risco e má gestão;
  • Atualizar sempre o cadastro e o histórico de uso dos EPIs, não tolerando desaparecimento ou reuso irregular;
  • Valorizar relatos de quase acidentes para aprimorar procedimentos;
  • Incentivar a participação ativa de todos: segurança é responsabilidade coletiva.
    curso nr 35

Todos esses pontos também são abordados, com mais dicas práticas e materiais de apoio, na página sobre 8 dicas para evitar acidentes em trabalho em altura. Recomendo como leitura complementar.

Pontos-chave para garantir proteção efetiva em altura

Ao final desse panorama, listei alguns aspectos que, na minha opinião, resumem tudo que profissionais e empresas precisam colocar em prática para fortalecer sua prevenção:

  1. Tratar a introdução, inspeção, manutenção e ajuste dos EPIs como parte diária da rotina.
  2. Investir sempre em treinamentos práticos, não apenas teóricos.
  3. Fomentar uma cultura de segurança, onde cada um se sente corresponsável pela vida do colega.
  4. Manter comunicação aberta e transparente sobre acidentes, quase acidentes e melhorias a implementar.
  5. Ter protocolos de emergência bem difundidos e treinados periodicamente.
  6. Utilizar fontes confiáveis e atualizadas para orientação, artigos como o guia completo sobre EPIs ajudam nesse sentido.
  7. Acompanhar discussões e novidades na legislação, analisando sempre as páginas de referência, como esta seleção de conteúdos específicos sobre trabalho em altura.

Se o controle dos EPIs e o treinamento são levados a sério, os acidentes deixam de ser tratamento de crise e passam a ser exceção. Ainda assim, se algo escapar, a equipe estará melhor preparada para agir rápido, minimizar danos e aprimorar processos.

Conclusão: a decisão que salva vidas começa com atitudes simples

Ao longo de toda a minha experiência, ficou claro que uso inadequado de EPIs pode aumentar acidentes no trabalho em altura, trazendo consequências graves ao trabalhador e à empresa. Entretanto, não é difícil mudar esse cenário: investir em treinamento prático, controlar de perto os equipamentos, cuidar das pessoas e estimular uma cultura de segurança são atitudes simples, mas transformadoras.

O compromisso da MA Consultoria e Treinamentos é estar lado a lado com quem acredita no verdadeiro valor da vida, antes de qualquer meta, prazo ou orçamento. Se você busca diferenciação profissional, prevenção real e quer transformar seu ambiente de trabalho em um espaço mais seguro e saudável, convido você a conhecer nossos cursos, nossos materiais e nosso compromisso com sua proteção.

Agende seu curso nr 35 trabalho em altura, tire suas dúvidas e venha fazer parte dessa mudança conosco. Vidas são preciosas demais para depender da sorte.

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